Blog Cidade Máquina

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Crítica: “Brooklyn”, 2015

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—Nota: 2.5/5 — (Sem Spoilers) —

Dirigido pelo irlandês John Crowley, Brooklyn é um drama romântico sobre uma imigrante da Irlanda que se muda para Nova Iorque. Estrelado por Saoirse Ronan, com Emory Cohen e Domhnall Gleeson.

Eilis (Saoirse Ronan) é uma irlandesa que parece não se identificar com a vida que leva em seu país natal. Com a ajuda de um padre amigo da família (Jim Broadbent) que vive em Nova Iorque, ela consegue visto e emprego na América e se muda para o Brooklyn, deixando para trás sua mãe e sua irmã e entrando num novo mundo. No início, ela sente extrema dificuldade nessa adaptação, mas quando conhece o ítalo-americano Tony (Emory Cohen), as coisas mudam. O romance deles começa de forma honesta e simples, e tudo indica eles vão dar certo juntos. Porém, ao receber a notícia de que sua irmã faleceu, Eilis tem que voltar à Irlanda e lá conhece Jim (Domhnall Gleeson). Então nossa protagonista fica dividida entre seus dois mundos.

Eilis não fica só dividida entre o amor por esses homens, mas também entre suas promessas para com Tony e a necessidade de cuidar da mãe que agora está sozinha na Irlanda. Apesar de cercar várias temáticas, o filme acaba não se aprofundando em nenhuma. As próprias motivações da personagem principal não parecem nos convencer, principalmente na parte final, onde uma “coincidência” acaba ajudando-a a decidir seu destino, ou antes mesmo da sua volta à Irlanda, quando Eilis pergunta à uma colega da pensão sobre casamento. Brooklyn acaba se tornando uma obra muito superficial, com vários personagens que não acrescentam nada ou quase nada em cenas muitas das vezes forçadas. Com boas atuações, um bom design de produção e uma fotografia segura, Brooklyn tinha tudo para ser daqueles filmes que nos cativam com sua simplicidade e honestidade, mas isso não acontece, exatamente porque a obra pouco tem a nos passar além de sua fina camada superficial.

Podemos comemorar que a Academia não cedeu esse ano às tentações dos “Iscas de Oscar” (Oscar Bait) mais conhecidos como Joy de David O. Russel ou A Garota Dinamarquesa de Tom Hooper, mas parece que eles não conseguiram resistar à Brooklyn de John Crowley. O filme foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado.

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Um comentário em “Crítica: “Brooklyn”, 2015

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