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Apreciando a sétima arte em palavras.

Crítica: “Carol”, 2015

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—Nota: 3.5/5 — (Sem Spoilers) —

Dirigido por Todd Haynes, Carol é um drama sobre o romance entre duas mulheres numa Nova Iorque da década de 1950. Estrelado por Cate Blanchett e Rooney Mara.

Carol Aird (Cate Blanchett) conhece Therese Belivet (Rooney Mara) quando vai comprar um presente para sua filha numa loja onde Therese é a vendedora. Já no primeiro encontro, é possível notar o surgimento de uma fascinação entre as protagonistas. Carol é uma mulher mais velha, extremamente elegante e confiante de si, vinda de um casamento em declínio onde seu marido (Kyle Chandler) planeja ficar com a guarda da criança. Therese é jovem e um pouco insegura, sonha em ser uma fotógrafa profissional e também está em um relacionamento com um homem (Jake Lacy) que parece não levar a lugar nenhum (apesar dos esforços dele em se casar com ela). Aos poucos as duas vão se conhecendo cada vez mais e a atração vai aumentando. Apesar da temática, em nenhum momento o filme tenta implicar que as personagens são confusas quanto às suas sexualidades. As duas sabem muito bem o que querem. O conflito aumenta quando depois de uma confusão familiar, Carol convida Therese para uma viagem de carro até Chicago (o filme ganha uma aparência bem”road trip movie” durante algum tempo), mas o marido dela planeja usar isso ao seu favor durante o divórcio.

Se tirarmos o fator da sexualidade no filme Carol, nos resta uma história bem simples e bem conhecida. Casamento em declínio, caso extraconjugal, divórcio, guarda da criança. Mas o que realmente impressiona no filme são as atuações e a parte técnica. Não só Cate Blanchett e Rooney Mara estão fantásticas como todo o elenco de apoio. Kyle Chandler consegue tirar o peso do clichê de seu personagem “marido em fase de divórcio” com momentos de ingenuidade e insegurança. Carol caiu como uma luva para Blanchett com todo seu charme e elegância enquanto Mara impressiona na sutileza de sua atuação. Da parte técnica, o destaque vai principalmente para a ótima fotografia do filme, mas também temos que dar crédito à direção de Todd Haynes e à toda direção de arte do filme que nos permite entrar na época do filme.

Carol concorreu no Oscar 2016 nas categorias de Melhor Atriz (Cate Blanchett), Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara), Melhor Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino.

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