Blog Cidade Máquina

Apreciando a sétima arte em palavras.

Crítica: “O Castelo Animado” (Hauru no Ugoku Shiro), 2004

howl's moving castle

—Nota: 4.5/5 — (Sem spoilers) —

Um dos últimos filmes dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki, O Castelo Animado não só é mais uma obra fantástica do diretor como também uma de suas melhores animações do Estúdio Ghibli. O filme é baseado no livro Howl’s Moving Castle, da escritora inglesa Diana Wynne Jones.

Sophie é uma jovem chapeleira que se acha sem graça e possui uma baixa autoestima. Um dia, por acaso, ela cruza com o famoso bruxo do castelo animado, Howl. Isso acaba atraindo a atenção da Bruxa das Terras Abandonadas, que ciumenta, transforma Sophie numa senhora idosa, e a amaldiçoa a não poder falar sobre o feitiço. Sophie então decide deixar sua cidade e partir rumo a uma nova vida. Ela entra no próprio castelo animado de Howl após certos acontecimentos, e acaba virando sua faxineira oficial, vivendo com ele, seu aprendiz Markl e o demônio que move o castelo, Calcifer. A trama que envolve a história de Howl vai aos poucos se desenvolvendo e revelando uma ligação com o reinado que está em uma destruidora guerra sem fim, utilizando tecnologia e magia.

Como todo filme do Miyazaki, O Castelo Animado é um poço de detalhes e beleza, com diversos personagens marcantes, paisagens ricas e reviravoltas nas personalidades. A própria Bruxa das Terras Abandonadas, ao ter seu poder retirado pela bruxa pessoal do rei, se transforma numa velhinha inofensiva e quase senil. Howl fica entre o dilema de fugir de suas obrigações como um poderoso bruxo com o seu reino e lutar pelo fim da guerra. Mas com certeza o arco mais interessante de acompanhar é o da protagonista Sophie. Antes de ser amaldiçoada, ela era uma jovem sem autoestima, mal capaz de se expressar, mas ao ser transformada numa velha, Sophie percebe que pouco tem a perder agora e sua aparência se torna irrelevante. Assim, ela revela uma forte personalidade, finalmente tomando as rédeas de sua vida. Durante toda a história, nota-se mudanças na aparência de Sophie. Quando ela está no auge de sua animação e otimismo, temos lampejos de sua juventude e quando ela está triste e desanimada, vemos a velhice se sobrepor. Em um momento do filme, a Bruxa das Terras Abandonadas revela que não consegue retirar o feitiço, então talvez reste apenas a própria Sophie quebrar a maldição através do seu novo estilo de vida.

O único problema de O Castelo Animado está no seu final corrido e pouco original, principalmente quando se compara com todo o universo criativo do mundo. Ainda assim, é uma das melhores animações que já tive o prazer de assistir.

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